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Mostrando postagens de 2010

érh.

Quero acordar do sonho agora mesmo, quero uma chave pra quebrar o gelo. Quero uma chance de tentar viver sem dor ♫'  Hoje eu acordei patética. Patética, meu amor. Isso mesmo. Precisando ser segurada pelos ombros, em meio à lágrimas e ouvir, gritado: Eu te amo. Eu. te. amo. Entendeu? Amor, baby. Não que eu queira amor, nada disso... Eu ainda sou irritantemente auto-suficiente ao ponto de me assustar, mas eu acordei patética. Orgulhosamente patética, claro. Não pedi amor, não pedi abraço, sequer abracei. Mas precisei por dentro. Precisei? Não, preciso. Estou precisando de uma daquelas tardes frias, com cobertores enrolados nas pernas, enroladas em outras pernas... E muitos beijos. E chocolate quente. E você de volta e a gente. Quer dizer, alguém. Não precisa ser você. E braços, abraços, enlaços... Laços invisíveis. Um enlace colorido nessa zona preta e branca. Alegria em tom de sépia, eu e você entre lençóis, metafóricos ou não. Eu cansei de pedir demais do mundo. Hoje eu tô tão...

Lotados e vazios.

Eu andei pela rua durante toda a madrugada, não andei andando, mas andei dirigindo. Andando nem poderia com um channel salto 20, nem poderia. Parei no estacionamento daquela lanchonete idiota, parecia que eu podia ver você e eu dividindo o sanduíche. Maldito sanduíche. Maldita lanchonete. Maldito você. Maldito estacionamento lotado. Maldito carro vazio. Eu, num silêncio perturbador, nesse carro fechado. E o estacionamento lotado. São tão injustos e irônicos os vazios e lotados do mundo. Maldito otimismo, manter em mente, aprisionado: 'O copo está sempre metade cheio'. Agora, me fala, quem foi o idiota que disse isso? Eu enchi o copo, ele estava cheio. Eu bebi metade, a metade que eu bebi não existe mais, portanto ele está metade vazio. E não me importam o que digam, à lá Shania Twain: 'No meu carro, eu sou a motorista'. Eu sonhei um sonho lotado, repleto de vazios. Tanta gente sem rosto, tantos corpos sem calor, tanto tempo sem você. Vem dirigir comigo e parar nesse est...

A menina e seu fantasma

Eu me peguei parada do meu jeito estátua, feito um dois-de-paus, diriam alguns. Eu não poderia dizer-lhe, dar vida à tal frase, me explico: nunca fui boa de entender o que não me interessa. Baralho, política, geografia, física, motores, carros... Pouca coisa nesse mundo me interessa. As pessoas me fascinam e tudo que é bonito, não gosto de dados e classificações, gosto de emoções, hábitos, manias e particularidades marcantes. Sou um caso a ser estudado, eu sei. Me chame de louca, hippie, desinteressada... Eu gosto. Me lembra que a minha personalidade é forte o suficiente para que eu seja rotulada de alguma-coisa-qualquer. Mas estava eu, como uma carta de baralho velha que é segurada em pé por mãos fortes de um homem grisalho de trinta anos... E pensei: "Que diabos estou fazendo aqui?". Uma parte de mim se desculpou pelo 'diabos' pois minha mãe costumava dizer que é feio, a outra, se revoltou silenciosamente pela falta de respostas. Sentei estática, olhando o nada e ab...

Em 2010, quando era amor...

É, só tinha de ser com você, havia de ser pra você, senão era mais uma dor, senão não seria o amor, aquele que a gente não vê, ♫' E eu não vou te esquecer nem por um minuto, nem se eu quiser te esquecer. O primeiro namorado, o primeiro beijo... Bom, primeiros são coisas que a gente nunca esquece. Eu nunca vou esquecer que você se encaixava na descrição da comunidade, "Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração. Espere pelo homem que te beije na testa. Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando. Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura. Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperará por você... Aquele que vire para os amigos e di...

Verdades, vontades e desejos.

Hoje acordei querendo. Querendo deixar de querer tudo que eu já quis, pra tirar o peso das costas e o nó da garganta, pra desentalar. Acordei sem querer querer você. Acordei sem querer, em ambos os sentidos. E decidi querer tudo novo, mas acabei querendo tudo de novo. Era como esvaziar, passar a borracha, começar do zero. Medo? Talvez, como quando você descobre que o leite estava estragado, daí tenta concertar e o ovo também estava podre. Não há mais o que fazer, joga tudo fora e começa fazer o bolo outra vez. Esquece as cartas, os telefonemas, esquece o nome, o endereço, esquece o melhor perfume do mundo e começa a fazer a vida de novo. Só era difícil esquecer o beijo e o cheiro da pele. Esquecer o riso e a saudade amarga do céu da boca. E por isso, eu resolvi desejar tudo que eu sempre quis e nunca fiz. Eu desejei aventuras e desejo e desejarei. E digo quais são, porque não escondo mais nada, dou-lhe a cara a tapas. Estava tudo podre, joguei tudo no lixo, o que de fato, eu tenho a p...

Quero ser sua cor favorita.

Eu andei pensando em ser alguma coisa, em ser alguma coisa sua . Mas teus cargos estão preenchidos e os que não estão, tem fila de espera. E já que eu não posso ser sua melhor amiga, seu melhor amor, seu melhor carinho, seu melhor abraço... Então, eu posso ser a sua cor favorita? Deixa eu ser o azul que vai acalmar as nuvens cinzas do teu céu. Deixa eu ser o branco que vai ter o poder de te trazer a paz. Deixa eu ser o preto que vai te abraçar quando você quiser fugir do resto do mundo. Deixa eu ser o verde que vai te fazer sorrir, que vai te lembrar das flores, que vai estar com você quando o vento bater no seu rosto. Deixa eu ser o vermelho que vai fazer seu coração acelerar, seu sangue pulsar com força dentro das veias. Deixa eu ser o seu laranja, pra misturar com o vermelho e criar a chama do fogo. Deixa eu ser o amarelo-sol, pra iluminar sua manhã com o mais doce dos beijos. Deixa eu ser um rosa cor de boca, pra não ser forte e pra você nunca enjoar. Deixa eu ser tua cor de pe...

Lençol

Num inverno frio, nada tem mais valor que o lençol que te esquenta de noite. E sim, você é o meu lençol. Porque eu sinto saudade do conforto que você me traz. Eu sinto saudade se rir do nada e à toa, me lembrando como é ser criança e como com você, eu posso ser qualquer coisa. Eu sinto saudade de gostar das mesmas cores, músicas e cantores. Eu sinto saudade da nossa amizade ser um vício de 24 horas, por dia. Eu sinto saudade de escutar meu telefone tocar e ver que é você, porque era o único número que eu gostava de atender e não tinha pressa de desligar. Eu sinto saudade de dividir a batatinha, o sorvete, o baby suco, o refrigerante, os pensamentos. Eu sinto saudade de ser uma coisa incrível e única, tipo Will &'Grace. Saudade de não ter um contrato social normal e nunca precisar prestar atenção nas palavras, que nem House&'Wilson. Eu sinto saudade de ter alguém fazendo meus caprichos e de acabar atendendo a todos os teus. Eu sinto mesmo é falta de quando era só a gente...

A short history: Corações parados, corações partidos.

-Eu vou lá! Não, não tenta me impedir, Luís. Eu vou lá. -Cara, o que é que você pretende fazer? Se nem os médicos conseguiram... -Luís, aquele filho da mãe, segurou meu peitoral com o braço. Eu agradeceria a ele depois. -Eu fiz isso. A culpa é minha, eu sou o monstro que colocou ela lá. Eu tenho que ser quem vai tirar ela... quem vai salvar... Mas era inevitável. As máquinas pararam, o quarto esvaziou, os médicos repetiam pêsames e desculpas, o coração dela, tão acelerado, nunca mais iria acelerar, nunca mais iria bater. Eu não ia ver o peito dela inchar de ar quando nos empolgávamos com os beijos. E a culpa era minha. E eu nem conseguia chorar. Porque eu não consigo chorar? Luís me empurrou até a porta do quarto, mas eu não podia me mecher. A verdade era essa, eu nem sequer conseguia piscar. -Vai lá. Diz adeus, cara. Eu entrei no quarto claustrofóbico, cheirava a éter, mas a pele dela ainda cheirava a ela. Os lábios quentes eram frios e eu não pude suportar, senti uma única lágri...

Clichê

Eu não sou uma fruta, eu tenho ossos, músculos e articulações. Eu não posso ser a metade de uma laranja. Eu não sou uma fruta. Isso é tudo um grande clichê. E quer saber? O mundo também não é redondo, isso é clichê. O mundo deve ser tão quadrado quanto as pessoas que moram nele, elas aquadradaram o mundo. Elas são clichês ambulantes que cospem frases decoradas pra fingirem uma superioridade falsa, mas elas que me provem que tem o mais importante. Que tem frutas, que tem metades, que tem laranjas. Elas não tem laranjas, elas tem livros. Eu também tenho livros, a diferença é que eu não os leio. Porque eu procuro frutas, porque eu sou um clichê redondo-fruta-laranja. Eu procuro frutas embaixo da mesa e em cima da pia e eu deixo o livro aberto juntando poeira, na mesma página, por dias. E talvez, eu seja o clichê. Talvez eu tenha me tornado clichê apenas pelo número de vezes que eu proferi tal vocábulo hoje, talvez eu seja clichê por querer exercer meu léxico requintado. Mas que não seja c...

Decepção

April estava deitada em sua cama, cabeça no travesseiro e o coração, ela havia deixado com ele. E não, ele não cuidava bem dele. Ela levantou e penteou o cabelo, passou um rímel e um pouco de pó. Queria ficar bonita, bonita pra ele. Colocou um vestido, trocou, uma calça, trocou e depois de muita troca decidiu-se por um, ou algum, enfim: decidiu-se. Ela não poderia contar nem se quisesse quantas vezes se olhou no espelho ou por quantos carros no caminho, passou e tentou fitar a si mesma em retrovisores alheios para conferir se o rímel não estava borrado, se o vestido preto não estava amassado, se ele não a deixava gorda. Não, ela não poderia contar nem se quisesse. Saiu de casa com seu pequeno salto e passos trópegos. Sorriu para algumas pessoas na rua e nele, deu um abraço além de um sorriso, enquanto tentava segurar seu coração no ritmo, sim, ela queria contar pra ele que seu coração era calmo, só ficava agitado assim por ele, com ele... Seu coração era de-dele. -Não gostei dessa ro...

Antônimo

Você era agitado, animado, era 90%. Você era vermelho. Eu? Ah, meu amor, sublime amor... Eu era o branco. Eu era calma, escondida, eu era 10%, você só via 10%. Pra mim, eu era a calmaria do fim de tarde do teu mar turbulento de ondas altas, pro resto do mundo era a incompatibilidade total com um camada final de teimosia minha. Eu me apagava no meio da multidão, ela cercava você e te jogava beijos. Eu gritava seu nome num impulso e mesmo que você olhasse, eu era pequena demais pra enxergar você naquele mar de gente. Você nadava num mar de ondas, você se cobria de amor. Eu era empurrada pra beira da praia, eu sempre me encontrava de volta à areia, eu não conseguia lutar contra as ondas. Eu não tinha forças, eu era pequena. Até que um dia, você abriu caminho no meio da multidão e me estendeu sua camisa vermelha que se enrolou na minha pele branca. Molhado, colado e grudado. Eu sorri um sorriso sem cor e você respondeu com um abraço de dor. Era isso, era por isso que você era vermelho, v...

Manias

Eu não entendo as manias. Tenho muitas, mas não entendo. Às vezes me parecem pequenas ironias voadoras, eu, que odeio repetições com todas as forças, cheia de manias. E manias, para serem manias, tem que ser algo rotineiramente repetitivo. Algo tão irritantemente necessário que precisa-se fazer mais de uma vez. Mas sabe, eu tenho mania de você. Eu tenho mania de comer sorvete e pudim direto do pote e da forma, respectivamente. Eu tenho mania de fazer listinhas antes de fazer qualquer coisa, porque a minha memória não presta? Não que eu ache que isso fosse me impedir de fazer minhas listinhas. Mas whatever. Eu tenho mania de escrever (bom dia, constatação óbvia! A quanto tempo não nos víamos, huh?). Eu tenho mania de sentar no chão com as famosas perninhas de índio da infância feliz. Eu tenho mania de riscar qualquer pedacinho de papel ao alcance dos dedos. Eu tenho mania de comer gelo, cubos e cubos e cubos, e todos os outros formatos. Eu tenho mania de falar em círculos e testar se...

Planos

Desde ontem que eu planejo escrever um texto com a frase "Eu gosto de friozinho, de ficar abraçadinho..." e a continuação tem 3.200 palavras no diminutivo, era pra ser uma espécie de joguinho, eu suponho. Tradução: inútil. Mas, (eis a minha mania de não ir direto ao ponto) o ponto é: tem muita coisa que eu planejo desde, metaforicamente, ontem, que eu nunca fiz e provavelmente nunca vou fazer. Eu só queria que por uma única vez a minha lista (eis a minha mania de fazer listas de tudo, absolutamente tudo) de coisas feitas, fosse maior do que a lista de coisas à fazer. Mas isso é outra coisa que eu duvido que aconteça, porque é como a tia do filme de hoje disse: "Um dia meu marido me perguntou: 'Querida, você sonha?' e eu respondi: 'Sim, da hora que eu acordo de manhã até o último momento em que eu fico acordada à noite'." E ah! Como eu faço isso. E isso é coisa que pouca gente entende, não é fácil enfeitar a realidade por 24 horas, sufocando mil sonh...

Quando eu olho pro céu...

Eu vejo mil e uma formas de nuvens brancas desenhadas sob o azul, a felicidade boba aparece palpitante com um pedaço de algodão em branco-coração, a imensidão azul torna desnecessário ter uma casa e obrigatório ter um telhado e quanto mais eu olho, mais escuro fica e como sempre, é sempre assim: "Tudo o que é bom dura pouco". Mas aí, as estrelas surgem numa imensidão azul escura, com um brilho esplêndido que me tira do eixo e me mostra que fora o vento, aquela imensidão azul é a cena mais reconfortante do mundo. E a mais confiável, ela não irá a lugar nenhum.

Assistência técnica para corações feridos

O bom e velho catálogo telefônico amarelo debaixo da mesinha do telefone. Sempre que precisamos de um número é só folhear as páginas meio manchadas, alguns números funcionam e outros não. Mas é sempre assim, esse é o jeito " catálogo " de ser. E sempre tem o número certo e alguém sempre vem ajudar a gente, por um preço ou por outro, você ganha o seu técnico do catálogo. Mas o mundo vai se tornar realmente evoluído quando dentro das páginas amarelas existirem números realmente úteis. Ah, e fixos também. Mas nós vamos falar dos úteis. Porque os números que existem nas páginas amarelas não são os números que você precisa, são placebos. O que você realmente quer quando o seu computador quebra, não é o número da assistência técnica pra te falar que você precisa de um HD novo, você quer o número da CDR, ou seja, Central de Raiva mais próxima de você, assim você consegue lidar com a dor de ver todas as suas fotos e vídeos sumirem. E quando o seu namorado te dá um fora e você sente ...

Ei, você, saia dos meus sonhos!

Hoje eu sonhei com você. Isso soa quase como bom dia, no meu mundo minúsculo de nós dois. Eu sonho com você há dois anos e todo natal, são seus olhos o que eu agradeço. E eu peço ao mundo um amor, alguma coisa pra que eu te esqueça. Mas os novos amores sempre me machucam e a única coisa que me põe em pé de novo é lembrar da sua voz, falando pra mim: "Eu não quero ver você triste". Porque você foi o único que me disse isso com olhos sinceros e foi até a mesa onde eu almoçava pra provocar um sorriso, sendo que nem sequer triste eu estava. Mas de pensativa, você me fez feliz. E você nunca foi rude, nem por uma vez. Mas no fim dos meus sonhos você sempre é rude... É o modo do meu subconsciente se manter são. E eu acordei feliz, magoada e com muita, muita raiva. Meu coração acordou confortável e eu não conseguia pensar em outra pessoa no mundo. Eu tive que respirar fundo todo o ar que meus pulmões aguentavam para não chorar por nada daquilo ser real, por nada daquilo poder se...

I say I do

Ah, você. Sim, sim. Você. Você era a minha xícara de chá do fim de tarde, era o meu beijo de ano novo e eu já nem tenho metáforas pra dizer você, "é a maçã proibída do meu jardim do Éden", e tantos outros e tudo o mais, se resume à: você. Você, seu bobo, que nem lembra mais de mim. Você, que nem sequer sonha que tem uma boba por aí que sente saudade dos teus defeitos, de todos eles, de vê-los de perto. Às vezes eu sonho com tudo aquilo que sempre me incomodou em você e são essas as noites em que eu acordo mais feliz. Se me perguntassem o que eu mais odeio na vida, seria você. Se me perguntassem o que eu mais amo, seria tudo que eu amo e quero dividir com você. Se me pedissem um único desejo, eu desejaria um manual pra te esquecer por completo e não lembrar sequer de um sorriso seu, um de canto-de-boca que fosse. Porque eu estou quase, quase desistindo de esquecer você, tudo o que eu pensei que eu podia fazer, eu já fiz. Mas eu acho, que eu sei porquê. Não tinha pressão, n...