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I say I do

Ah, você. Sim, sim. Você. Você era a minha xícara de chá do fim de tarde, era o meu beijo de ano novo e eu já nem tenho metáforas pra dizer você, "é a maçã proibída do meu jardim do Éden", e tantos outros e tudo o mais, se resume à: você. Você, seu bobo, que nem lembra mais de mim. Você, que nem sequer sonha que tem uma boba por aí que sente saudade dos teus defeitos, de todos eles, de vê-los de perto. Às vezes eu sonho com tudo aquilo que sempre me incomodou em você e são essas as noites em que eu acordo mais feliz. Se me perguntassem o que eu mais odeio na vida, seria você. Se me perguntassem o que eu mais amo, seria tudo que eu amo e quero dividir com você. Se me pedissem um único desejo, eu desejaria um manual pra te esquecer por completo e não lembrar sequer de um sorriso seu, um de canto-de-boca que fosse. Porque eu estou quase, quase desistindo de esquecer você, tudo o que eu pensei que eu podia fazer, eu já fiz. Mas eu acho, que eu sei porquê. Não tinha pressão, não tinha cobrança, não tinha que dar certo, eu não tinha a obrigação de te fazer feliz, mas eu queria, eu não precisava falar com você quando estava de mal-humor porque você nem sabia que eu estava lá e quando eu era fria, você nem notava reclamava. Enfim, eu era livre pra amar e sofrer do meu jeito e sozinha, sem pressão, sem medos e até mesmo sem amor. Mas o ponto é, assim... Quando eu quebrava, eu só devia satisfações a mim e era mais fácil me decidir quando eu era a única envolvida. Meu amor era uma via de mão única. E ao mesmo tempo que eu agradeço todos os dias por isso ter finalmente acabado, eu sinto uma pontade de falta na boca do estômago que eu acho que eu nunca vou saber explicar.

Nota: Dizem que tudo está nas entrelinhas, se alguém achar alguma coisa, me avise.

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