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Mostrando postagens de fevereiro, 2009

Coragem de amar, mesmo sem coragem.

Em cada rosto eu vi coisas que me faziam acreditar na minha felicidade, mas porque no seu eu não conseguia enxergar nada? Eram meus olhos que olhavam errados ou eram os seus que não me encaravam? Eu continuei olhando até você sorrir e ai me enchi de todas as coisas estranhas que me assustam, mas são tão boas que eu nem sequer consegui sentir o medo de verdade, eu senti a paz, no instante do teu sorriso. E eu realmente pensei que eu merecia aquilo, não mais que aquilo. Respirei e me contentei em estar longe, mas pelo menos estar. O que eu sentia não podia ser descrito e eu ainda queria poder levantar e andar mais aquele metro que me separava de você. Eu tentava controlar enquanto andava com medo, amor, alegria, dor, até chegar e dizer um oi qualquer, sentir teu cheiro e te abraçar, trocar palavras e se despedir. Você vai embora e pronto, tudo esta igual de novo.Talvez o que eu espero é um abraço seu que me mude a vida. Isso existe? Começo a não acreditar nem no amor. E a parte de não a...

Saudades estilo animal

Maldito carnaval. Eu nunca gostei de nada relacionado a ele, sequer. Música alta, falta de respeito em todos os cantos... A única coisa boa - ou eu deveria dizer menos péssima? – é a cidade ficar ainda mais vazia e meus pensamentos ainda mais audíveis. Isso me agrada. Mas, se antes eu só odiava o carnaval, agora eu odeio tanto, que preciso de uma palavra maior que ódio para expressar isso. Mas sabe de uma coisa? Dane-se a parte do carnaval. Eu sinto saudades, saudades estilo animal. E estou tentando lidar com isso, mas parece cada vez mais impossível. Foram onze, ou dose anos da minha vida, em que eu corri para ela e agora já era. (O fato básico da coisa: A minha cachorra, Flica, morreu – 21/02/09). Eu mal consigo acreditar e não consigo parar de lembrar. Eu nunca contei metade de tudo que eu contei para ela, para um ser humano. Eu perdi a conta das vezes que eu me acabava com esse mundo e corria para o jardim, deitava na barriga dela e chorava até cansar, enquanto ela lambia meu p...

Desinteressante

Alguém sabe realmente o que é ser desinteressante? Sempre vai ter alguém que vai levantar a mão ao ouvir essa pergunta e profanar tais palavras: 'Não ser interessante'. Uma palavra: Idiota. Pelo amor de Deus, eu sei tirar o prefixo de uma palavra e mecher com o significado óbvio da coisa. Juro que sei. E antes que alguém se manifeste quanto ao profanar (fazer uso indigno das coisas santas) fique sabendo que a língua portuguesa é bem santa na minha vida de amante das palavras. Mas voltando ao foco do texto, o desinteressante.  Existem categorias e níveis de ser ou não interessante, (digno de interesse, que desperta interesse, simpático, que tem encantos, atraente...) e eu posso afirmar que não faço parte de nenhuma sequer. Ser interessante é ter uma vida badalada com muitos acontecimentos e a última coisa realmente importante que me aconteceu foi ficar cega de sentidos e parar de perceber o mundo ao meu redor, nem mesmo as cores eu vejo. Ele chegou e colocou uma sombra em tud...

Você pode ouvir meu coração?

Eu sinceramente acho que há um problema de comunicação aqui. Meu coração passa o dia gritando e eu implorando que ele pare e só e apenas eu, escuto. Eu ando numa carência tão profunda que eu já nem sei mais o que fazer, eu nunca senti nada assim, é tanta falta de alguém que dói. Eu queria que alguém lesse meus pensamentos, me colocasse no colo e dissesse que vai ficar tudo bem, porque eu já não acredito mais quando repito isso para mim mesma. Eu tento e tento e continuo tentando esquecer que ele existe ou já existiu alguma vez, mas me fala como esquecer aquele cara que você ama e que te desperta todos os sentimentos? Os bons, os ruins e os médios? Ele... Seria o mais perto de inesquecível que eu já senti em toda a minha vida e isso para mim, é muito. Muito maior do que algo que eu possa esquecer. Eu realmente pensei que contar tudo de coração aberto seria a solução, mas pensando bem... Não seria jogar a culpa para cima dele? Sabe, a responsabilidade? Das vezes que já aconteceu comigo,...

O dia do fim de objetivos realizados.

Fazia meses, tempo demais que eu tentava encontrar algo que eu quisesse e conseguisse tornar real. Isso, isso foi a dois anos, dois longos anos atrás. Um objetivo que fosse... Eu precisava realizar o meu objetivo qualquer. Já que todos os reais falhavam. Eu comecei a caminhar pela praia carregando nas costas o meu objetivo ridículo, que eu tinha plena consciência do quão ridículo era. Chegar até a outra praia e ver o que tinha lá. Era só isso que eu queria. Até o momento em que a exaustão começou a me arrastar e lágrimas tão salgadas quanto à água do mar que batia nos meus pés, começaram a se jogar pela minha cara. Eu afastei as lágrimas o máximo que eu pude e reequilibrei a minha única verdade, o meu objetivo ridículo. Meu corpo gritava que não era hora do objetivo, ele dizia nitidamente que estava desgastado e dolorido, rajadas de dor passavam pela minha perna e secavam a minha garganta ainda mais. Eu parei de tentar impedir a lágrima e explodi com todas as emoções, eu corri pra ve...

Medo

Eu odeio admitir que na vida eu tenho um medo. Das muitas coragens que nasceram comigo, esqueceram de mudar essa única, o meu medo. Eu tenho medo de tudo que não fiz. E não se preocupem, essa é só mais uma das minhas crises existenciais. Eis o meu lema: É um fato que se não tivéssemos crises existenciais, não existiríamos. Enfim, voltando ao medo. É o estágio de sentir as pernas bambas e as lágrimas rolando pela superfície branquinha da minha pele. É sentir cada músculo tremer e cada válvula pulsar mais forte, é ver as mãos tremendo e o coração jogado e ainda assim não poder fazer nada. É um estado completo e total de impotência. Sabe quando você sente que arrancaram seu coração e te deixaram sangrando no chão completamente sozinho? Isso é o medo. É assim que ele faz as pessoas se sentirem. E quando eu me encontro envolta por todas essas sensações ao mesmo tempo eu percebo que eu sei do que eu tenho medo: Daquilo que não fiz, daquilo que não vivi. E que mesmo assim, vou adiar. Eu nunca...