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Postagens

Mostrando postagens de 2009

Um sonho, querido.

Eu cheguei em casa e joguei minhas coisas em cima da primeira cadeira que vi, me joguei nos teus braços e esperei tudo passar. Sentindo o cheiro da tua pele, respirando junto com o calor do seu pescoço... Eu sorri de canto por estar ali e naquele momento nada me importava. Eu nem sabia se realmente existia alguma coisa e se existia, eu quis que ela desaparecesse... Eu só não queria sair dali. Eu queria passar a eternidade naqueles braços, com meus olhos molhados encostados no teu peito e teu sorriso bonito confortando a minha alma. Como eu queria ficar ali tempo suficiente para enxugar meus olhos e sorrir tão bonito quanto você. Como eu queria.  Você beijou a minha boca com carinho e acariciou os meus cabelos e me disse que nada importava, ficaria tudo bem. Eu vi você sorrir e eu acreditei em tudo o que você me disse. Eu te abracei como se fosse a única coisa que podia me salvar, eu me agarrei à você como eu nunca pensei que fosse possível. Eu podia sentir que era certo cada vez...

Um amor categórico maior ainda.

Eu, de tanto pensar em amar e querer morrer de amor, me perdi nos significados. Amor já não sei mais o que é, até sei... Mas começo a dar uma importância maior. Eu te amo se dividiu em três, na mesma ordem do Amo você. De tanto em amor pensar, em tipos o amor eu dividi e de todos os tipos, uma importância eu dei. Eu desaprendi a dizer “eu te amo”, mas se eu dissesse, eu sei para quem seria.  Eu sei por que eu diria e eu não precisaria dizer um milhão de vezes, porque na primeira ele acreditaria. E eu sei que eu diria por que estar perto de ti é melhor que comer chocolate, do que ganhar presente e do que se ver bonita no espelho. A primeira categoria do eu te amo, é a categoria “SEM ESCOLHA” você nasce amando e morre amando. Lê-se: Mãe e pai.  A segunda categoria é a categoria “SELETIVA” você ama de um amor amado, mas diferente. Lê-se: amigas e amigos. Ou, aqueles que seriam namorados mas por X ou Y não vão ser... Então, vai para a categoria seletiva.  E por fim...

Sobre a saudade.

É possível sim, sentir saudades de algo que nunca se teve, eu sinto. Eu nem sei mesmo se a palavra seria saudade, mas é o termo mais simples e que chega mais perto do que eu sinto. Definitivamente é algo especial. Sabe aquele dia que você acorda e pensa como a vida seria linda se você pudesse acordar as nove da manhã, andar de shorts e suéter, com meias longas e edredons, aquele friozinho delicioso... Como seria bom, é saudade aquilo que se sente ao imaginar a cena e todas as sensações, você as conhece, em pensamento que seja, mas sabe como sente e sente falta. Não se precisa de um consentimento para isso, é natural. Acordar no meu apartamento branco de cortinas vinho, tomar um banho de água aquecida, ter um labrador lindo esparramado no sofá, que ama você e vai brincar com você, poder ficar embaixo do edredom naquele frio, só porque aquele imbecil te deu um fora e você chorou até derreter todo o seu rímel, quem se importa? Eu sinto saudades disso, só não sei por quê. Eu sinto saudade...

Meu invisível

Eu sempre me senti completamente invisível. Para o mundo, as pessoas e até para mim mesma. Mas além de mim, tudo que eu amo anda ficando cada vez mais invisível. Imagino uma coisa tão forte e tão incrivelmente real dentro do peito, que machuca abrir os olhos e se deparar com o vazio. Sentir-me vazia com vontade de me esconder nos braços que são tão meus dentro de mim! Todos os conceitos de vazio estão sendo substituídos, os buracos que crescem dentro de mim estão ganhando nome e forma... Vazios. Eu sinto tão perto e tão forte, um toque aveludado em mim. Algumas partes eu não posso sentir, algumas coisas eu não posso imaginar, mas eu sinto no meu invisível que é assim. Parece tão certo. O único problema é ser tão... tão invisível. Eu nunca pensei que algo que não fosse visível pudesse ser um problema, acho que eu estava errada, de novo. Porque agora eu tenho o MEU invisível. É a minha pequena sensação de deitar debaixo das cobertas e pensar que eu queria poder enxergar e assim, resisti...

Coragem de amar, mesmo sem coragem.

Em cada rosto eu vi coisas que me faziam acreditar na minha felicidade, mas porque no seu eu não conseguia enxergar nada? Eram meus olhos que olhavam errados ou eram os seus que não me encaravam? Eu continuei olhando até você sorrir e ai me enchi de todas as coisas estranhas que me assustam, mas são tão boas que eu nem sequer consegui sentir o medo de verdade, eu senti a paz, no instante do teu sorriso. E eu realmente pensei que eu merecia aquilo, não mais que aquilo. Respirei e me contentei em estar longe, mas pelo menos estar. O que eu sentia não podia ser descrito e eu ainda queria poder levantar e andar mais aquele metro que me separava de você. Eu tentava controlar enquanto andava com medo, amor, alegria, dor, até chegar e dizer um oi qualquer, sentir teu cheiro e te abraçar, trocar palavras e se despedir. Você vai embora e pronto, tudo esta igual de novo.Talvez o que eu espero é um abraço seu que me mude a vida. Isso existe? Começo a não acreditar nem no amor. E a parte de não a...

Saudades estilo animal

Maldito carnaval. Eu nunca gostei de nada relacionado a ele, sequer. Música alta, falta de respeito em todos os cantos... A única coisa boa - ou eu deveria dizer menos péssima? – é a cidade ficar ainda mais vazia e meus pensamentos ainda mais audíveis. Isso me agrada. Mas, se antes eu só odiava o carnaval, agora eu odeio tanto, que preciso de uma palavra maior que ódio para expressar isso. Mas sabe de uma coisa? Dane-se a parte do carnaval. Eu sinto saudades, saudades estilo animal. E estou tentando lidar com isso, mas parece cada vez mais impossível. Foram onze, ou dose anos da minha vida, em que eu corri para ela e agora já era. (O fato básico da coisa: A minha cachorra, Flica, morreu – 21/02/09). Eu mal consigo acreditar e não consigo parar de lembrar. Eu nunca contei metade de tudo que eu contei para ela, para um ser humano. Eu perdi a conta das vezes que eu me acabava com esse mundo e corria para o jardim, deitava na barriga dela e chorava até cansar, enquanto ela lambia meu p...

Desinteressante

Alguém sabe realmente o que é ser desinteressante? Sempre vai ter alguém que vai levantar a mão ao ouvir essa pergunta e profanar tais palavras: 'Não ser interessante'. Uma palavra: Idiota. Pelo amor de Deus, eu sei tirar o prefixo de uma palavra e mecher com o significado óbvio da coisa. Juro que sei. E antes que alguém se manifeste quanto ao profanar (fazer uso indigno das coisas santas) fique sabendo que a língua portuguesa é bem santa na minha vida de amante das palavras. Mas voltando ao foco do texto, o desinteressante.  Existem categorias e níveis de ser ou não interessante, (digno de interesse, que desperta interesse, simpático, que tem encantos, atraente...) e eu posso afirmar que não faço parte de nenhuma sequer. Ser interessante é ter uma vida badalada com muitos acontecimentos e a última coisa realmente importante que me aconteceu foi ficar cega de sentidos e parar de perceber o mundo ao meu redor, nem mesmo as cores eu vejo. Ele chegou e colocou uma sombra em tud...

Você pode ouvir meu coração?

Eu sinceramente acho que há um problema de comunicação aqui. Meu coração passa o dia gritando e eu implorando que ele pare e só e apenas eu, escuto. Eu ando numa carência tão profunda que eu já nem sei mais o que fazer, eu nunca senti nada assim, é tanta falta de alguém que dói. Eu queria que alguém lesse meus pensamentos, me colocasse no colo e dissesse que vai ficar tudo bem, porque eu já não acredito mais quando repito isso para mim mesma. Eu tento e tento e continuo tentando esquecer que ele existe ou já existiu alguma vez, mas me fala como esquecer aquele cara que você ama e que te desperta todos os sentimentos? Os bons, os ruins e os médios? Ele... Seria o mais perto de inesquecível que eu já senti em toda a minha vida e isso para mim, é muito. Muito maior do que algo que eu possa esquecer. Eu realmente pensei que contar tudo de coração aberto seria a solução, mas pensando bem... Não seria jogar a culpa para cima dele? Sabe, a responsabilidade? Das vezes que já aconteceu comigo,...

O dia do fim de objetivos realizados.

Fazia meses, tempo demais que eu tentava encontrar algo que eu quisesse e conseguisse tornar real. Isso, isso foi a dois anos, dois longos anos atrás. Um objetivo que fosse... Eu precisava realizar o meu objetivo qualquer. Já que todos os reais falhavam. Eu comecei a caminhar pela praia carregando nas costas o meu objetivo ridículo, que eu tinha plena consciência do quão ridículo era. Chegar até a outra praia e ver o que tinha lá. Era só isso que eu queria. Até o momento em que a exaustão começou a me arrastar e lágrimas tão salgadas quanto à água do mar que batia nos meus pés, começaram a se jogar pela minha cara. Eu afastei as lágrimas o máximo que eu pude e reequilibrei a minha única verdade, o meu objetivo ridículo. Meu corpo gritava que não era hora do objetivo, ele dizia nitidamente que estava desgastado e dolorido, rajadas de dor passavam pela minha perna e secavam a minha garganta ainda mais. Eu parei de tentar impedir a lágrima e explodi com todas as emoções, eu corri pra ve...

Medo

Eu odeio admitir que na vida eu tenho um medo. Das muitas coragens que nasceram comigo, esqueceram de mudar essa única, o meu medo. Eu tenho medo de tudo que não fiz. E não se preocupem, essa é só mais uma das minhas crises existenciais. Eis o meu lema: É um fato que se não tivéssemos crises existenciais, não existiríamos. Enfim, voltando ao medo. É o estágio de sentir as pernas bambas e as lágrimas rolando pela superfície branquinha da minha pele. É sentir cada músculo tremer e cada válvula pulsar mais forte, é ver as mãos tremendo e o coração jogado e ainda assim não poder fazer nada. É um estado completo e total de impotência. Sabe quando você sente que arrancaram seu coração e te deixaram sangrando no chão completamente sozinho? Isso é o medo. É assim que ele faz as pessoas se sentirem. E quando eu me encontro envolta por todas essas sensações ao mesmo tempo eu percebo que eu sei do que eu tenho medo: Daquilo que não fiz, daquilo que não vivi. E que mesmo assim, vou adiar. Eu nunca...

Meu universo paralelo

Eu já não sei mais quem culpar, eu já não sei se eu to inventando. Eu estou pulando de um precipício e o meu único medo é de não haver música e palavras por lá. Eu estou cortando os vínculos ao pouco, me afastando do carinho, dos abraços e dos beijos. Me deixando cada vez mais sozinha e me negando cada vez ao amor. Eu cheguei num ponto onde nenhum eu te amo é mais verdadeiro, eu perdi a capacidade de amar, eu sinto que eu estou morrendo por dentro e que tudo que existe perto da morte, é mentira, é forçado. Eu vejo as pessoas me deixando... sozinha. Mas a culpa é minha, foi eu que pedi, eu sou a culpada, eu estou errada. Eu leio livros até às quatro da manhã, durmo até meio dia, me tranco no quarto e fico a tarde na internet até que me obriguem a sair e então eu vejo TV e leio mais. Eu perdi o contato com o mundo e a capacidade de amar as vozes. Eu me sinto bem em estar sozinha, comer o que eu quero, fazer o que eu quero, sem pedir licença e desculpas a ninguém, eu estou construindo um...

Meu universo paralelo

Eu já não sei mais quem culpar, eu já não sei se eu to inventando. Eu estou pulando de um precipício e o meu único medo é de não haver música e palavras por lá. Eu estou cortando os vínculos ao pouco, me afastando do carinho, dos abraços e dos beijos. Me deixando cada vez mais sozinha e me negando cada vez ao amor. Eu cheguei num ponto onde nenhum eu te amo é mais verdadeiro, eu perdi a capacidade de amar, eu sinto que eu estou morrendo por dentro e que tudo que existe perto da morte, é mentira, é forçado. Eu vejo as pessoas me deixando... sozinha. Mas a culpa é minha, foi eu que pedi, eu sou a culpada, eu estou errada. Eu leio livros até às quatro da manhã, durmo até meio dia, me tranco no quarto e fico a tarde na internet até que me obriguem a sair e então eu vejo TV e leio mais. Eu perdi o contato com o mundo e a capacidade de amar as vozes. Eu me sinto bem em estar sozinha, comer o que eu quero, fazer o que eu quero, sem pedir licença e desculpas a ninguém, eu estou construindo um ...

Meu universo paralelo

Eu já não sei mais quem culpar, eu já não sei se eu to inventando. Eu estou pulando de um precipício e o meu único medo é de não haver música e palavras por lá. Eu estou cortando os vínculos ao pouco, me afastando do carinho, dos abraços e dos beijos. Me deixando cada vez mais sozinha e me negando cada vez ao amor. Eu cheguei num ponto onde nenhum eu te amo é mais verdadeiro, eu perdi a capacidade de amar, eu sinto que eu estou morrendo por dentro e que tudo que existe perto da morte, é mentira, é forçado. Eu vejo as pessoas me deixando... sozinha. Mas a culpa é minha, foi eu que pedi, eu sou a culpada, eu estou errada. Eu leio livros até às quatro da manhã, durmo até meio dia, me tranco no quarto e fico a tarde na internet até que me obriguem a sair e então eu vejo TV e leio mais. Eu perdi o contato com o mundo e a capacidade de amar as vozes. Eu me sinto bem em estar sozinha, comer o que eu quero, fazer o que eu quero, sem pedir licença e desculpas a ninguém, eu estou construindo um ...

Meu universo paralelo

Eu já não sei mais quem culpar, eu já não sei se eu to inventando. Eu estou pulando de um precipício e o meu único medo é de não haver música e palavras por lá. Eu estou cortando os vínculos ao pouco, me afastando do carinho, dos abraços e dos beijos. Me deixando cada vez mais sozinha e me negando cada vez ao amor. Eu cheguei num ponto onde nenhum eu te amo é mais verdadeiro, eu perdi a capacidade de amar, eu sinto que eu estou morrendo por dentro e que tudo que existe perto da morte, é mentira, é forçado. Eu vejo as pessoas me deixando... sozinha. Mas a culpa é minha, foi eu que pedi, eu sou a culpada, eu estou errada. Eu leio livros até às quatro da manhã, durmo até meio dia, me tranco no quarto e fico a tarde na internet até que me obriguem a sair e então eu vejo TV e leio mais. Eu perdi o contato com o mundo e a capacidade de amar as vozes. Eu me sinto bem em estar sozinha, comer o que eu quero, fazer o que eu quero, sem pedir licença e desculpas a ninguém, eu estou construindo um ...

Meu universo paralelo

Eu já não sei mais quem culpar, eu já não sei se eu to inventando. Eu estou pulando de um precipício e o meu único medo é de não haver música e palavras por lá. Eu estou cortando os vínculos ao pouco, me afastando do carinho, dos abraços e dos beijos. Me deixando cada vez mais sozinha e me negando cada vez ao amor. Eu cheguei num ponto onde nenhum eu te amo é mais verdadeiro, eu perdi a capacidade de amar, eu sinto que eu estou morrendo por dentro e que tudo que existe perto da morte, é mentira, é forçado. Eu vejo as pessoas me deixando... sozinha. Mas a culpa é minha, foi eu que pedi, eu sou a culpada, eu estou errada. Eu leio livros até às quatro da manhã, durmo até meio dia, me tranco no quarto e fico a tarde na internet até que me obriguem a sair e então eu vejo TV e leio mais. Eu perdi o contato com o mundo e a capacidade de amar as vozes. Eu me sinto bem em estar sozinha, comer o que eu quero, fazer o que eu quero, sem pedir licença e desculpas a ninguém, eu estou construindo um...

Tudo outra vez

Esse não é um daqueles momentos da vida onde se acorda feliz e diz: Hoje vou viver tudo outra vez. Não. Esse é um daqueles dias onde você acorda e diz: Vão me forçar a reviver tudo, outra vez. Outro ano. Minha cabeça dói, eu a jogo para trás junto com o corpo. Caio na cama e fecho meus olhos, dedico a minha atenção a mente e tento entender o motivo. Uma única pergunta: Por quê? Não, não soa justo. Me apoio com os braços, abro os olhos e chega a hora da balança. Será que vale a pena? Não. Nunca vale. Acordar seis horas da manhã, colocar aquela roupa ridícula que te deixa num formato de barril nada interessante, calçar aquele tênis lindo {quem olha o tênis quando você está usando aquela roupa? Qual é!}, arrumar aquele seu cabelo indeciso com aquele seu jeito indeciso {o cabelo nem é liso e nem cacheado, você não sabe se amarra o cabelo, se coloca uma fivela ou se deixa solto}, você decide se tem tempo ou não para dar uma arrumada na cara: Não. Pega uma bolsa com uns oito livros dentro e...

Apostar pra ver

Eu nunca tive muita esperança nas pessoas. Eu sempre tive esperanças em mim. Acreditar em mim, para que um dia eu possa dar esperança aos outros. Eu acho que se todos fizerem isso, o mundo vai descobrir a verdadeira esperança. Acreditar demais nos outros, ter esperança de que as pessoas mudem, de que o mundo mude, apostar todas as fichas em uma ação de alguém que se ama é querer sofrer por eles não atingirem as nossas expectativas. Somos humanos e fazemos o mesmo. Quem nunca soube que tinham expectativas em torno de si e se sentiu a pior pessoa do mundo por não atingi-las? Todos já se sentiram assim alguma vez na vida. Mas isso não te faz perder a esperança, apenas meche com a esperança de quem apostou em você. Você ainda espera que haja uma oura chance. E vai haver. Mas quando se aposta em si mesma, quando você tem certeza de que vai atingir aquele objetivo e fracassa aí sim... Você fica com a esperança ferida. Você apostou que conseguiria, você tinha esperanças de ser a melhor e tud...

O seco

Eu sinto a minha boca seca, desgosto. Eu sinto a garganta seca, desespero. Eu sinto meus olhos secos, não há mais lágrimas. O coração antes de todos foi o que secou primeiro, a dor corroeu meu corpo, eu finalmente morri por inteiro. Eu não agüento ser de pedaços, já nem sei por onde começar a juntar todos os pedaços de mim, já nem sei se posso ser uma só novamente. Só me restam meus pedaços, perguntas mal respondidas e sorrisos que não eram para mim. Não me contento com os restos, eu quero me sentir inteira e verdadeira por um único minuto na vida. Eu quero olhar no espelho e ver que eu superei o passado, sei viver o presente e não vou mais estar completamente morta no futuro. Eu quero ganhar um motivo para sorrir por inteiro, eu quero ser amada por inteiro, eu quero me jogar em todas as emoções por inteiro, a minha vida toda eu vivi em pedaços de pensamentos e cautela, eu quero quebrar as regras e acabar com todas elas. E não adianta que por mais que as lágrimas acabem, ela volta e m...

Demora

Cara, acorda. Vem cá, me dá um abraço, não vê, tá na cara! Não é possível isso... O que? A nossa história continua em branco? Folhas e folhas de papel em branco sem sequer uma linha de saudade? O que é isso, nem amizade? Eu só te peço qualquer coisa e você faz essa cara de quem não está com vontade! Tanto tempo e nada, você sabe que são mais de 700 dias de espera? Tantos abraços, indiretas, tanta gente sabe e você nem para ficar um pouquinho mais alerta? Eu te quero sempre perto, eu te chamei para ser meu par, eu te queria do meu lado, você não quis. Eu disfarço que odeio quando as meninas chegam perto? E daí que eu não disfarço? Se você não sabe ler a plaquinha na minha testa, quem dirá se eu fosse sutil, eu amo seu cheiro, disse isso? FOCO! São horas de espera diária, é ansiedade e o medo e tudo o que eu ganho em troca é a frustação. Você é um idiot de não ver e eu sou duas vezes idiota por te querer, uma única linha de saudade torta, apenas isso e seria suficiente. Um pouco de ca...

Um feliz último dia do ano

“Morreu aqui”, uma frase incomum de se ouvir no meio de uma música calma e tranqüila, como é de fato “Linhas Tortas” do Diwali. E ao levantar os olhos, uma figura só, e apesar de só uma é difícil saber para qual direção olhar. “Calma!” Foi a segunda sentença de voz humana que se fez ouvir, alta, trêmula. Moreno, com mais ou menos um e oitenta de altura, blusa vermelha com detalhe branco, uma bermuda branca com bege e um par surrado de chinelas havaianas, ah ué, eu devo estar maluca de fazer todo esse drama por um cara normal, como qualquer outro, certo? Bom, no momento que você realmente levanta os olhos num único impulso e percorre a extensão do braço com os olhos, surpresa: uma arma, uma pequena palavra de quatro letras, duas delas são até mesmo repetidas e isso não faz a menor diferença, preta de um caninho bem pequeno, eu nem mesmo sonho em saber o modelo, estou longe de ser PHD nesse assunto, talvez em termos jurídicos, mas não em armas. Se era de brinquedo ou de verdade? Mas com...