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Mostrando postagens de março, 2009

Um sonho, querido.

Eu cheguei em casa e joguei minhas coisas em cima da primeira cadeira que vi, me joguei nos teus braços e esperei tudo passar. Sentindo o cheiro da tua pele, respirando junto com o calor do seu pescoço... Eu sorri de canto por estar ali e naquele momento nada me importava. Eu nem sabia se realmente existia alguma coisa e se existia, eu quis que ela desaparecesse... Eu só não queria sair dali. Eu queria passar a eternidade naqueles braços, com meus olhos molhados encostados no teu peito e teu sorriso bonito confortando a minha alma. Como eu queria ficar ali tempo suficiente para enxugar meus olhos e sorrir tão bonito quanto você. Como eu queria.  Você beijou a minha boca com carinho e acariciou os meus cabelos e me disse que nada importava, ficaria tudo bem. Eu vi você sorrir e eu acreditei em tudo o que você me disse. Eu te abracei como se fosse a única coisa que podia me salvar, eu me agarrei à você como eu nunca pensei que fosse possível. Eu podia sentir que era certo cada vez...

Um amor categórico maior ainda.

Eu, de tanto pensar em amar e querer morrer de amor, me perdi nos significados. Amor já não sei mais o que é, até sei... Mas começo a dar uma importância maior. Eu te amo se dividiu em três, na mesma ordem do Amo você. De tanto em amor pensar, em tipos o amor eu dividi e de todos os tipos, uma importância eu dei. Eu desaprendi a dizer “eu te amo”, mas se eu dissesse, eu sei para quem seria.  Eu sei por que eu diria e eu não precisaria dizer um milhão de vezes, porque na primeira ele acreditaria. E eu sei que eu diria por que estar perto de ti é melhor que comer chocolate, do que ganhar presente e do que se ver bonita no espelho. A primeira categoria do eu te amo, é a categoria “SEM ESCOLHA” você nasce amando e morre amando. Lê-se: Mãe e pai.  A segunda categoria é a categoria “SELETIVA” você ama de um amor amado, mas diferente. Lê-se: amigas e amigos. Ou, aqueles que seriam namorados mas por X ou Y não vão ser... Então, vai para a categoria seletiva.  E por fim...

Sobre a saudade.

É possível sim, sentir saudades de algo que nunca se teve, eu sinto. Eu nem sei mesmo se a palavra seria saudade, mas é o termo mais simples e que chega mais perto do que eu sinto. Definitivamente é algo especial. Sabe aquele dia que você acorda e pensa como a vida seria linda se você pudesse acordar as nove da manhã, andar de shorts e suéter, com meias longas e edredons, aquele friozinho delicioso... Como seria bom, é saudade aquilo que se sente ao imaginar a cena e todas as sensações, você as conhece, em pensamento que seja, mas sabe como sente e sente falta. Não se precisa de um consentimento para isso, é natural. Acordar no meu apartamento branco de cortinas vinho, tomar um banho de água aquecida, ter um labrador lindo esparramado no sofá, que ama você e vai brincar com você, poder ficar embaixo do edredom naquele frio, só porque aquele imbecil te deu um fora e você chorou até derreter todo o seu rímel, quem se importa? Eu sinto saudades disso, só não sei por quê. Eu sinto saudade...

Meu invisível

Eu sempre me senti completamente invisível. Para o mundo, as pessoas e até para mim mesma. Mas além de mim, tudo que eu amo anda ficando cada vez mais invisível. Imagino uma coisa tão forte e tão incrivelmente real dentro do peito, que machuca abrir os olhos e se deparar com o vazio. Sentir-me vazia com vontade de me esconder nos braços que são tão meus dentro de mim! Todos os conceitos de vazio estão sendo substituídos, os buracos que crescem dentro de mim estão ganhando nome e forma... Vazios. Eu sinto tão perto e tão forte, um toque aveludado em mim. Algumas partes eu não posso sentir, algumas coisas eu não posso imaginar, mas eu sinto no meu invisível que é assim. Parece tão certo. O único problema é ser tão... tão invisível. Eu nunca pensei que algo que não fosse visível pudesse ser um problema, acho que eu estava errada, de novo. Porque agora eu tenho o MEU invisível. É a minha pequena sensação de deitar debaixo das cobertas e pensar que eu queria poder enxergar e assim, resisti...