Eu não sou uma fruta, eu tenho ossos, músculos e articulações. Eu não posso ser a metade de uma laranja. Eu não sou uma fruta. Isso é tudo um grande clichê. E quer saber? O mundo também não é redondo, isso é clichê. O mundo deve ser tão quadrado quanto as pessoas que moram nele, elas aquadradaram o mundo. Elas são clichês ambulantes que cospem frases decoradas pra fingirem uma superioridade falsa, mas elas que me provem que tem o mais importante. Que tem frutas, que tem metades, que tem laranjas. Elas não tem laranjas, elas tem livros. Eu também tenho livros, a diferença é que eu não os leio. Porque eu procuro frutas, porque eu sou um clichê redondo-fruta-laranja. Eu procuro frutas embaixo da mesa e em cima da pia e eu deixo o livro aberto juntando poeira, na mesma página, por dias. E talvez, eu seja o clichê. Talvez eu tenha me tornado clichê apenas pelo número de vezes que eu proferi tal vocábulo hoje, talvez eu seja clichê por querer exercer meu léxico requintado. Mas que não seja clichê, ainda será mito. Almas-gêmeas, metades da laranja... É pra ser um termo que carregue como definição o eterno, o amor infinito e verdadeiro. Mas quer saber? O amor é finito, senão não me mandariam tanto esquecer o meu. E se é finito, alma gêmea é mito. Tudo que existem na verdade, são algemas e não anéis. Você não fica grudadinho com quem quer, fica com quem dá pra ficar. E eu não quero isso. Eu quero frutas, laranjas e clichês. E em resumo, tudo o que eu estou tentando dizer é: Porque eu não posso ser a metade da sua laranja?
Eu não sou uma fruta, eu tenho ossos, músculos e articulações. Eu não posso ser a metade de uma laranja. Eu não sou uma fruta. Isso é tudo um grande clichê. E quer saber? O mundo também não é redondo, isso é clichê. O mundo deve ser tão quadrado quanto as pessoas que moram nele, elas aquadradaram o mundo. Elas são clichês ambulantes que cospem frases decoradas pra fingirem uma superioridade falsa, mas elas que me provem que tem o mais importante. Que tem frutas, que tem metades, que tem laranjas. Elas não tem laranjas, elas tem livros. Eu também tenho livros, a diferença é que eu não os leio. Porque eu procuro frutas, porque eu sou um clichê redondo-fruta-laranja. Eu procuro frutas embaixo da mesa e em cima da pia e eu deixo o livro aberto juntando poeira, na mesma página, por dias. E talvez, eu seja o clichê. Talvez eu tenha me tornado clichê apenas pelo número de vezes que eu proferi tal vocábulo hoje, talvez eu seja clichê por querer exercer meu léxico requintado. Mas que não seja clichê, ainda será mito. Almas-gêmeas, metades da laranja... É pra ser um termo que carregue como definição o eterno, o amor infinito e verdadeiro. Mas quer saber? O amor é finito, senão não me mandariam tanto esquecer o meu. E se é finito, alma gêmea é mito. Tudo que existem na verdade, são algemas e não anéis. Você não fica grudadinho com quem quer, fica com quem dá pra ficar. E eu não quero isso. Eu quero frutas, laranjas e clichês. E em resumo, tudo o que eu estou tentando dizer é: Porque eu não posso ser a metade da sua laranja?
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