
Desde ontem que eu planejo escrever um texto com a frase "Eu gosto de friozinho, de ficar abraçadinho..." e a continuação tem 3.200 palavras no diminutivo, era pra ser uma espécie de joguinho, eu suponho. Tradução: inútil. Mas, (eis a minha mania de não ir direto ao ponto) o ponto é: tem muita coisa que eu planejo desde, metaforicamente, ontem, que eu nunca fiz e provavelmente nunca vou fazer. Eu só queria que por uma única vez a minha lista (eis a minha mania de fazer listas de tudo, absolutamente tudo) de coisas feitas, fosse maior do que a lista de coisas à fazer. Mas isso é outra coisa que eu duvido que aconteça, porque é como a tia do filme de hoje disse: "Um dia meu marido me perguntou: 'Querida, você sonha?' e eu respondi: 'Sim, da hora que eu acordo de manhã até o último momento em que eu fico acordada à noite'." E ah! Como eu faço isso. E isso é coisa que pouca gente entende, não é fácil enfeitar a realidade por 24 horas, sufocando mil sonhos potencialmente realizáveis
. Mas, de novo, o ponto é: (Não, eu não sei como eu cheguei nesse ponto, na minha cabeça, tá fazendo sentido. Mas eu sinto que no papel não está). Depois que eu descobri que alguém que convive comigo consegue me achar fria, de verdade, eu acho que eu posso ser qualquer coisa ou coisa nenhuma. Ter planos ou plano nenhum, de que importa, se quase ninguém vê e pouca gente se importa?
Ó mundo, você me tira do sério e destrói os planos que um dia eu construí pra mim.
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