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érh.

Quero acordar do sonho agora mesmo, quero uma chave pra quebrar o gelo. Quero uma chance de tentar viver sem dor ♫' 

Hoje eu acordei patética. Patética, meu amor. Isso mesmo. Precisando ser segurada pelos ombros, em meio à lágrimas e ouvir, gritado: Eu te amo. Eu. te. amo. Entendeu? Amor, baby. Não que eu queira amor, nada disso... Eu ainda sou irritantemente auto-suficiente ao ponto de me assustar, mas eu acordei patética. Orgulhosamente patética, claro. Não pedi amor, não pedi abraço, sequer abracei. Mas precisei por dentro. Precisei? Não, preciso. Estou precisando de uma daquelas tardes frias, com cobertores enrolados nas pernas, enroladas em outras pernas... E muitos beijos. E chocolate quente. E você de volta e a gente. Quer dizer, alguém. Não precisa ser você. E braços, abraços, enlaços... Laços invisíveis. Um enlace colorido nessa zona preta e branca. Alegria em tom de sépia, eu e você entre lençóis, metafóricos ou não. Eu cansei de pedir demais do mundo. Hoje eu tô tão 100%, que se alguém me roubasse um beijo, teria meu coração por acidente. Alguém, sabe? Que respire e pare de respirar quando me ver sorrir. Que deixe eu dedilhar por ele o quanto eu quiser. Que deixa eu tocar a melodia que eu quiser, que dance comigo num ritmo próprio, torto e bobo. Num ritmo nosso. E eu quero te enrolar em mim, que nem papel crepom... Te colar com cola. Te transformar em arte e te exibir na sala de estar e te esconder no quarto. Te descobrir, te ler... Não te entender. E quero que você me entenda, me descubra, me esconda... Entendeu? Eu disse que eu tinha acordado patética hoje. Culpa sua, que não quis acreditar. Eu não minto, sabia? É, devia saber.

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