Hoje acordei querendo. Querendo deixar de querer tudo que eu já quis, pra tirar o peso das costas e o nó da garganta, pra desentalar. Acordei sem querer querer você. Acordei sem querer, em ambos os sentidos. E decidi querer tudo novo, mas acabei querendo tudo de novo.
Era como esvaziar, passar a borracha, começar do zero. Medo? Talvez, como quando você descobre que o leite estava estragado, daí tenta concertar e o ovo também estava podre. Não há mais o que fazer, joga tudo fora e começa fazer o bolo outra vez. Esquece as cartas, os telefonemas, esquece o nome, o endereço, esquece o melhor perfume do mundo e começa a fazer a vida de novo.
Só era difícil esquecer o beijo e o cheiro da pele. Esquecer o riso e a saudade amarga do céu da boca. E por isso, eu resolvi desejar tudo que eu sempre quis e nunca fiz. Eu desejei aventuras e desejo e desejarei. E digo quais são, porque não escondo mais nada, dou-lhe a cara a tapas. Estava tudo podre, joguei tudo no lixo, o que de fato, eu tenho a perder?
Então, me deixe criar com tinta colorida e um pouco de dor, todo essa minha louca história de amor. Deixa eu usar recortes de papel crepom, deixa eu sujar a mão e tocar o rosto. Eu quero não entender nada e quero ser feliz do início ao fim. Entender demais, querer entender, talvez tenha tenha sido, o meu maior problema. Então, me deixa construir a casa dos sonhos numa maquete com papel machê. Me deixa fazer bonequinhos que imitam eu e você. Só deixa e eu desenho, um mundo perfeito e talvez, um mundo clichê. E deixa eu sonhar que tudo vai ser real, que um dia eu vou acordar, com seu beijo quente que tem gosto de maçã mordida pela manhã. Apenas não desapareça, nunca, nunca mais. Isso me faz ficar assim. Querendo não querer nada, só pra deixar, por um segundo, de querer você, como se isso fosse me fazer melhor. E não vai, porque no fim do dia, eu vou querer de novo. E a sensação de fracasso e derrota, irá de somar com a sensação de não poder te amar.
E meu amor, eu já não aguento mais chorar. Eu bem queria, mas não tenho mais lágrimas. Não tenho mais nada, ou tenho? Já nem sei mais. Mas eu quero, entrelaçar teus dedos com os meus, porque sua mão é quente e esquenta a minha até que as duas começam a suar. Sem você eu sou um pedaço vazio. Pra querer não pensar em você, pra deixar de fazer sentido? Eu preciso mesmo é parar de pensar nas coisas que me levam até você e nas coisas que me tiram de você. Transformar num pensamente único e ritmado o meu sentimento. Como se a partir do momento que se esquece os caminhos e se pensa apenas no destino onde se pretende chegar toda a caminhada se tornasse mais leve.
Colocar meu coração no destino, será que essa é a solução? Sonhar com seu abraço apertado, com o enlace dos teus braços, com mordiscar a sua orelha, com beijar a tua boca, vai ser suficiente até o fim do caminho? Será que o caminho tem fim? Você é o começo,o meio e o fim e disperta em mim todas essas dúvidas e sensações, todas essas vontades, toda essa vontade particular de viver intensamente e ao mesmo tempo parar de respirar. E tudo que eu quero saber é como desentalar. Respirar livre. Acelerar o coração por um tempo longo. Mas eu não sei, não descubro, me ensina, me faz entender. Me ensina você como começar e terminar a nossa história. E eu te ensino como ser feliz, como ser 100%, como ser intenso e viver cada emoção possível, porque isso, eu faço bem. Trato?
por: Lia Wagner (eu) e Rita Braga.
Só era difícil esquecer o beijo e o cheiro da pele. Esquecer o riso e a saudade amarga do céu da boca. E por isso, eu resolvi desejar tudo que eu sempre quis e nunca fiz. Eu desejei aventuras e desejo e desejarei. E digo quais são, porque não escondo mais nada, dou-lhe a cara a tapas. Estava tudo podre, joguei tudo no lixo, o que de fato, eu tenho a perder?
Então, me deixe criar com tinta colorida e um pouco de dor, todo essa minha louca história de amor. Deixa eu usar recortes de papel crepom, deixa eu sujar a mão e tocar o rosto. Eu quero não entender nada e quero ser feliz do início ao fim. Entender demais, querer entender, talvez tenha tenha sido, o meu maior problema. Então, me deixa construir a casa dos sonhos numa maquete com papel machê. Me deixa fazer bonequinhos que imitam eu e você. Só deixa e eu desenho, um mundo perfeito e talvez, um mundo clichê. E deixa eu sonhar que tudo vai ser real, que um dia eu vou acordar, com seu beijo quente que tem gosto de maçã mordida pela manhã. Apenas não desapareça, nunca, nunca mais. Isso me faz ficar assim. Querendo não querer nada, só pra deixar, por um segundo, de querer você, como se isso fosse me fazer melhor. E não vai, porque no fim do dia, eu vou querer de novo. E a sensação de fracasso e derrota, irá de somar com a sensação de não poder te amar.
E meu amor, eu já não aguento mais chorar. Eu bem queria, mas não tenho mais lágrimas. Não tenho mais nada, ou tenho? Já nem sei mais. Mas eu quero, entrelaçar teus dedos com os meus, porque sua mão é quente e esquenta a minha até que as duas começam a suar. Sem você eu sou um pedaço vazio. Pra querer não pensar em você, pra deixar de fazer sentido? Eu preciso mesmo é parar de pensar nas coisas que me levam até você e nas coisas que me tiram de você. Transformar num pensamente único e ritmado o meu sentimento. Como se a partir do momento que se esquece os caminhos e se pensa apenas no destino onde se pretende chegar toda a caminhada se tornasse mais leve.
Colocar meu coração no destino, será que essa é a solução? Sonhar com seu abraço apertado, com o enlace dos teus braços, com mordiscar a sua orelha, com beijar a tua boca, vai ser suficiente até o fim do caminho? Será que o caminho tem fim? Você é o começo,o meio e o fim e disperta em mim todas essas dúvidas e sensações, todas essas vontades, toda essa vontade particular de viver intensamente e ao mesmo tempo parar de respirar. E tudo que eu quero saber é como desentalar. Respirar livre. Acelerar o coração por um tempo longo. Mas eu não sei, não descubro, me ensina, me faz entender. Me ensina você como começar e terminar a nossa história. E eu te ensino como ser feliz, como ser 100%, como ser intenso e viver cada emoção possível, porque isso, eu faço bem. Trato?
por: Lia Wagner (eu) e Rita Braga.

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