Eu me peguei parada do meu jeito estátua, feito um dois-de-paus, diriam alguns. Eu não poderia dizer-lhe, dar vida à tal frase, me explico: nunca fui boa de entender o que não me interessa. Baralho, política, geografia, física, motores, carros... Pouca coisa nesse mundo me interessa. As pessoas me fascinam e tudo que é bonito, não gosto de dados e classificações, gosto de emoções, hábitos, manias e particularidades marcantes. Sou um caso a ser estudado, eu sei. Me chame de louca, hippie, desinteressada... Eu gosto. Me lembra que a minha personalidade é forte o suficiente para que eu seja rotulada de alguma-coisa-qualquer. Mas estava eu, como uma carta de baralho velha que é segurada em pé por mãos fortes de um homem grisalho de trinta anos... E pensei: "Que diabos estou fazendo aqui?". Uma parte de mim se desculpou pelo 'diabos' pois minha mãe costumava dizer que é feio, a outra, se revoltou silenciosamente pela falta de respostas. Sentei estática, olhando o nada e abri um porta-retrato imaterial: amores, sorrisos, lágrimas, páginas com tinta derramada em forma de letras, beijos, agonia, esperança, eu e ele, eu e você... Tutti, todo mundo. Mas porque tanta gente foi embora e porque tanta gente chega o tempo todo? E porque eu quero mudanças se as detesto? E porque me sinto tão vazia com tanta gente ao redor?
O mundo me preocupa. Eu não quero ser uma daquelas pessoas que passa pela vida sem paixões avassaladoras: de ódio, amor, aventura, descoberta. Avassaladoras, essa é a mágica. A verdadeira mudança, que te tira o chão, o coração, o pulmão... Te deixa só a alma, e você tem que construir o corpo de novo, do zero. Um amor daqueles que um dia estão sem dinheiro para pagar o aluguel e no outro, venderam a casa para ir até Paris e se beijarem embaixo da Torre Eifel. Uma descoberta de cultura e espírito ao passar dois meses morando numa seita, ou sei lá. Eu sei que eu não quero chegar aos oitenta anos e dizer as patológicas palavras: estudei, me formei, arranjei um emprego, casei, tive filhos, ao vê-los criados... Esperei pela aposentadoria e hoje espero pela morte. Não! Não! Não!
Eu tenho fome de vida, de amor, de 100%! E isso é que me torna intensa, viva e meio torta. O que me torna... eu, "euzinha". O que me torna uma boba com uma vida mágica... E que me tirem tudo, menos isso. Me tirem tudo, menos meu fantasma de vida, esperança e amor. Que me envolve todos os dias quando eu desço as escadas da cama e me beija boa noite antes de ir dormir.
O mundo me preocupa. Eu não quero ser uma daquelas pessoas que passa pela vida sem paixões avassaladoras: de ódio, amor, aventura, descoberta. Avassaladoras, essa é a mágica. A verdadeira mudança, que te tira o chão, o coração, o pulmão... Te deixa só a alma, e você tem que construir o corpo de novo, do zero. Um amor daqueles que um dia estão sem dinheiro para pagar o aluguel e no outro, venderam a casa para ir até Paris e se beijarem embaixo da Torre Eifel. Uma descoberta de cultura e espírito ao passar dois meses morando numa seita, ou sei lá. Eu sei que eu não quero chegar aos oitenta anos e dizer as patológicas palavras: estudei, me formei, arranjei um emprego, casei, tive filhos, ao vê-los criados... Esperei pela aposentadoria e hoje espero pela morte. Não! Não! Não!
Eu tenho fome de vida, de amor, de 100%! E isso é que me torna intensa, viva e meio torta. O que me torna... eu, "euzinha". O que me torna uma boba com uma vida mágica... E que me tirem tudo, menos isso. Me tirem tudo, menos meu fantasma de vida, esperança e amor. Que me envolve todos os dias quando eu desço as escadas da cama e me beija boa noite antes de ir dormir.
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