Depois de tantos textos correndo, de tantas palavras apressadas em direção à, correndo para o; sentenças sem final, parágrafos sem nexo. Bagunças sem fim, sem começo, sem pé, nem cabeça. Depois de construir e apagar tantos textos, salvar tantos rascunhos - 326 pra ser mais exata, criar tantos blogs - 5 pra ser mais exata, escrever tantos textos - nem olhei, pra ser sincera. Depois de tantos textos de amor desesperados, exagerados, mal-amados, mal sentidos e pouco entendidos. Depois de tantos desejos de fugir, correr, escapar, desaparecer, prevalecer, esvanecer, crescer. Finalmente, estou aqui: aprendiz, andando, aprendizando. Longe do final do ciclo, da calma, da precisão ou da estabilidade - todas metas ainda muito almejadas, mas se tem uma coisa que eu chamo de avanço, é eu conseguir falar de tantas metas em uma única linhas (antes, eu provavelmente precisaria do blog número seis).
Sabe, dizem que os meninos tem um período da vida de "estirão", no qual eles mediam 10 centímetros e acordam com 2 metros e meio, desengonçados e esquisitos. A voz muda, nascem uns pêlos nuns lugares meio esquisitos, o cabelo fica encebado... puberdade. O que eu quero dizer com isso? Aparentemente, eu estirei. Sinto como se eu tivesse, finalmente, deixado de ter dez centímetros. Mas cá estou eu: dona de uma voz meio trêmula e passiva, almejando alguma assertividade que me entala a garganta, que me queima o estômago. Mas ainda estou por aqui, desajeitada, sem entender direito como eu vou dar meus próximos passos de gigante - imagine só que desafio isso é pra quem costumava ter dez centímetros ontem. Com uma monografia pra terminar, artigos pra revisar, uma graduação pra terminar e uma lista imensa de por-fazeres. Mas é minha lista, são meus passos. Serão meus erros e acertos. E vamos pra cima: sem correr, sem fugir, só andando. E aprendendo. Apreendendo.
Engraçado, um dia desse fiquei lembrando de um texto que escrevi faz muitos anos, um dos textos exagerados e desesperados. No qual eu chorava dentro de um carro imaginando minha vida de copo meio vazio, discutindo os profundos aspectos do meu pessimismo. A coisa toda era tão distante. Recentemente, estava eu dentro do carro, num estacionamento qualquer da cidade, chorando desesperadamente, em um completo ataque de pânico. Um carro, eu dirigindo, eu dentro do carro, ataques de pânico exteriorizados para o mundo real. Por mais estranho e distorcido que possa parecer, olha que avanço! Olha que autonomia! Palavras que ganham vida. Uma vida que sai do papel, que sai do querer ser para o SER. É. FOI.
Um amor que sai da confusão, que emerge dos exageros intergalácticos para o mundo real. Um amor recheado de intensidades, verdades, equilíbrios e planos palpáveis. Uma combinação de dois seres tão parecidos e tão diferentes, que provavelmente merece seu próprio livro, seu próprio texto, seu próprio blog. Um amor sem crises de choro, sem términos e voltas, sem brigas sem sentido, sem "o que diabos estamos fazendo aqui", sem "não to entendendo", sem platéia, sem audiência, sem defeitos-que-fazem-o-estômago-parar-de-funcionar, sem pressa, sem cobranças desmedidas, sem textos de "você é o amor da minha vida - agora não é mais - agora é de novo". Então, sim: é possível. É possível ter uma mão amiga pra caminhar junto, ter um colo pra pular em cima quando a rotina estiver ruim, ter uma chama pra queimar tudo quando o estresse precisa passar e dar lugar ao desejo, ter um brilho no olhar que é só dele, ter o maior prazer do mundo em ficar rindo e sem conseguir sair da preguiça por horas, ter companhia pros finais de semana, pros inícios e recomeços, pra tudo. É possível encontrar um Thucko no meio do caminho, que te permite estirar mais rápido e te segura pra você não cair de tão desengonçada. Quanto a essa parte, só mesmo um obrigada pra Deus.
E porque eu escolhi psicologia? Porque naquele encontro de profissões do Farias Brito, há miliquinhentos anos atrás, um sábio rapaz disse que: "É normal não entender, nós temos mania de nos esconder dentro de nós mesmos". E foi a primeira vez na vida que eu senti que toda a minha diferença tinha encontrado um lugar pra existir, que toda a minha busca tinha encontrado uma luz pra percorrer e que meu caminho seria o de levar as baterias ou os fósforos pra acender as lanternas e tochas de quem estivesse perdido por aí nesse mundão. E deixa eu te dizer: está dando bem certo até o presente momento.
Sabe, dizem que os meninos tem um período da vida de "estirão", no qual eles mediam 10 centímetros e acordam com 2 metros e meio, desengonçados e esquisitos. A voz muda, nascem uns pêlos nuns lugares meio esquisitos, o cabelo fica encebado... puberdade. O que eu quero dizer com isso? Aparentemente, eu estirei. Sinto como se eu tivesse, finalmente, deixado de ter dez centímetros. Mas cá estou eu: dona de uma voz meio trêmula e passiva, almejando alguma assertividade que me entala a garganta, que me queima o estômago. Mas ainda estou por aqui, desajeitada, sem entender direito como eu vou dar meus próximos passos de gigante - imagine só que desafio isso é pra quem costumava ter dez centímetros ontem. Com uma monografia pra terminar, artigos pra revisar, uma graduação pra terminar e uma lista imensa de por-fazeres. Mas é minha lista, são meus passos. Serão meus erros e acertos. E vamos pra cima: sem correr, sem fugir, só andando. E aprendendo. Apreendendo.
Engraçado, um dia desse fiquei lembrando de um texto que escrevi faz muitos anos, um dos textos exagerados e desesperados. No qual eu chorava dentro de um carro imaginando minha vida de copo meio vazio, discutindo os profundos aspectos do meu pessimismo. A coisa toda era tão distante. Recentemente, estava eu dentro do carro, num estacionamento qualquer da cidade, chorando desesperadamente, em um completo ataque de pânico. Um carro, eu dirigindo, eu dentro do carro, ataques de pânico exteriorizados para o mundo real. Por mais estranho e distorcido que possa parecer, olha que avanço! Olha que autonomia! Palavras que ganham vida. Uma vida que sai do papel, que sai do querer ser para o SER. É. FOI.
Um amor que sai da confusão, que emerge dos exageros intergalácticos para o mundo real. Um amor recheado de intensidades, verdades, equilíbrios e planos palpáveis. Uma combinação de dois seres tão parecidos e tão diferentes, que provavelmente merece seu próprio livro, seu próprio texto, seu próprio blog. Um amor sem crises de choro, sem términos e voltas, sem brigas sem sentido, sem "o que diabos estamos fazendo aqui", sem "não to entendendo", sem platéia, sem audiência, sem defeitos-que-fazem-o-estômago-parar-de-funcionar, sem pressa, sem cobranças desmedidas, sem textos de "você é o amor da minha vida - agora não é mais - agora é de novo". Então, sim: é possível. É possível ter uma mão amiga pra caminhar junto, ter um colo pra pular em cima quando a rotina estiver ruim, ter uma chama pra queimar tudo quando o estresse precisa passar e dar lugar ao desejo, ter um brilho no olhar que é só dele, ter o maior prazer do mundo em ficar rindo e sem conseguir sair da preguiça por horas, ter companhia pros finais de semana, pros inícios e recomeços, pra tudo. É possível encontrar um Thucko no meio do caminho, que te permite estirar mais rápido e te segura pra você não cair de tão desengonçada. Quanto a essa parte, só mesmo um obrigada pra Deus.
E porque eu escolhi psicologia? Porque naquele encontro de profissões do Farias Brito, há miliquinhentos anos atrás, um sábio rapaz disse que: "É normal não entender, nós temos mania de nos esconder dentro de nós mesmos". E foi a primeira vez na vida que eu senti que toda a minha diferença tinha encontrado um lugar pra existir, que toda a minha busca tinha encontrado uma luz pra percorrer e que meu caminho seria o de levar as baterias ou os fósforos pra acender as lanternas e tochas de quem estivesse perdido por aí nesse mundão. E deixa eu te dizer: está dando bem certo até o presente momento.
E sempre: "De que vale a vida sem desafios?" (Ginger)...
"I can deal my own desasters" (Mamma Mia).
Por fim, "I don't like problems. I avoid them when I can, and I don't like people pointing them out to me." (Gilmore Girls).

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