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Encantamentos de calçada

Vou lhe contar uma daquelas histórias baseadas na vida real dos livros, que parece que nunca serão das nossas vidas reais; mas, engraçado o suficiente, às vezes são. Essa fala de encontro. Em. Com. Outro.
Estava dirigindo o carro indo a um lugar qualquer. Estava pronto para, indo para... Até que QUANDO. De repente, vi um amigo. Eu reduzi a velocidade. Era ele; há alguns anos os cabelos não eram tão grisalhos, há alguns anos era mais que um amigo. Mas era amigo e ainda o é. Olhei por alguns segundos até que ambos nos cumprimentamos "e aí" e de fato, onde estava. Fomos amigos de pequenos, desde pequenos, éramos pequenos amigos. Agora somos grandes, amigos grandes, grandes amigos. Por onde andou, para onde será que vai... Foi amigo e vai amigo. Talvez termine com um "entra aí, cara" e entre na minha casa, talvez a gente dívida uma cerveja. Talvez entre na minha vida e a gente dívida umas histórias. Talvez fique de fora mesmo, mas nunca deixará de fazer parte da minha história. Aquele amigo. Os cabelos grisalhos. E para onde ele for.

Para aquele amigo do meu M favorito.

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