Sinto que fiz um trabalho muito bom em decidir quem eu sou, o que eu gosto, como eu me satisfaço, quais as minhas predileções, quais os meus desgostos. Passei a adolescência imersa em livros, poesias, ócio, seriados, filmes e relações intensas. No meio de tudo isso, ficou claro como cristal as perguntas existenciais que um dia eu tanto me fiz. Encontrei formas de ficar satisfeita e até um pouco enamorada das partes de mim.
Mas... Incompreensivelmente... Fiquei pelo meio do caminho. Me perdi. Deixei de ser como eu era pra ser da forma que eu "precisava ser": corre, corre, corre. Meu ócio foi tirado de mim, a vida se tornou mar agitado e terremoto. Ficou remota a possibilidade de permanecer na intensidade que tanto era EU. Como eu faço pra ser eu rápido? Como eu faço pra fazer manutenção no meio da impermanência?
As pessoas não têm tempo. Correm todas de um lado para o outro. E no meio do furacão... Eu me pergunto se é possível construir aquele mesmo vínculo intenso do dia a dia escolar. Me pergunto se nessa impermanência líquida é possível encontrar significado e raízes. Me pergunto se as pessoas têm interesse de ter o mesmo tipo de vínculo que eu tanto quero e preciso ter: não sei se vou importunar, não sei se devo mexer com quem está quieto. A opinião do outro é faca que corta carne. E eu sou toda carne - passível de ser cortada, possível de ser pequena, provável de ser quebrada. Mas, com o medo de quebrar, temo que eu esteja desidratando aos poucos.
Devo ter cansado de recolher os meus pedaços depois de tantas quebras: Neto, Lucas, inserção na faculdade, Pedro, separação dos amigos de infância, existência dentro do LACEP, Walberto, vida acadêmica, trabalho... Ainda tem coisa desse bolo que pra mim é da ordem do sem sentido por completo. Por exemplo: eu consegui me inserir no lacep? Caso não, o que foi que deu errado se eu gostava tanto das pessoas?
Ando cheia de dúvidas. Não sei se estive vivendo de passado esses últimos tempos: me debatendo para preservar os encontros de alma que já tive e tanto amei (e amo); e me escondendo de deixar a minha alma se encontrar de novo. Porque não deixei? Medo de não dar conta? Medo da correria? Medo da rejeição? Ou eu simplesmente não sei como fazer isso nesse modelo-terremoto?
Sem perspectiva de encontrar resposta para esse mar revolto de interrogações, vou deixando esse texto por aqui com uma registrada promessa em sussurro: pretendo (e preciso) me encontrar de novo.
Resumir em uma palavra esse propósito?
Só pra tirar onda com a psicologia?
Autenticidade. Congruência.
Mas... Incompreensivelmente... Fiquei pelo meio do caminho. Me perdi. Deixei de ser como eu era pra ser da forma que eu "precisava ser": corre, corre, corre. Meu ócio foi tirado de mim, a vida se tornou mar agitado e terremoto. Ficou remota a possibilidade de permanecer na intensidade que tanto era EU. Como eu faço pra ser eu rápido? Como eu faço pra fazer manutenção no meio da impermanência?
As pessoas não têm tempo. Correm todas de um lado para o outro. E no meio do furacão... Eu me pergunto se é possível construir aquele mesmo vínculo intenso do dia a dia escolar. Me pergunto se nessa impermanência líquida é possível encontrar significado e raízes. Me pergunto se as pessoas têm interesse de ter o mesmo tipo de vínculo que eu tanto quero e preciso ter: não sei se vou importunar, não sei se devo mexer com quem está quieto. A opinião do outro é faca que corta carne. E eu sou toda carne - passível de ser cortada, possível de ser pequena, provável de ser quebrada. Mas, com o medo de quebrar, temo que eu esteja desidratando aos poucos.
Devo ter cansado de recolher os meus pedaços depois de tantas quebras: Neto, Lucas, inserção na faculdade, Pedro, separação dos amigos de infância, existência dentro do LACEP, Walberto, vida acadêmica, trabalho... Ainda tem coisa desse bolo que pra mim é da ordem do sem sentido por completo. Por exemplo: eu consegui me inserir no lacep? Caso não, o que foi que deu errado se eu gostava tanto das pessoas?
Ando cheia de dúvidas. Não sei se estive vivendo de passado esses últimos tempos: me debatendo para preservar os encontros de alma que já tive e tanto amei (e amo); e me escondendo de deixar a minha alma se encontrar de novo. Porque não deixei? Medo de não dar conta? Medo da correria? Medo da rejeição? Ou eu simplesmente não sei como fazer isso nesse modelo-terremoto?
Sem perspectiva de encontrar resposta para esse mar revolto de interrogações, vou deixando esse texto por aqui com uma registrada promessa em sussurro: pretendo (e preciso) me encontrar de novo.
Resumir em uma palavra esse propósito?
Só pra tirar onda com a psicologia?
Autenticidade. Congruência.
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