Eu preciso mudar minha relação com a comida e também preciso mudar minha relação com o amor. Não me leve a mal, eu preciso mudar muito mais do que esses dois pontos, mas, partindo do princípio de que estamos todos em uma fase, nessa minha fase: preciso mudar essas relações, preciso ‘depenar’ meus excessos.
Eu sempre fui um exagero ambulante pelo meio do mundo, it goes without saying. E acho que é merecido me dar os créditos de ter melhorado uns 200% na minha lei do tudo-ou-tudo. Ainda tem aí uns 400% para diminuir... É tão estranha a sensação de ser demais. Porque ela só vem de vez em quando, sorrateira. Não é sempre, não é todo dia. É naquele dia. Naquele dia que você não tá muito legal e você tem vontade de bater na sua própria cara por conseguir fazer tantas coisas sem reciprocidade. É cansativo lutar por mim mesma. Eu não gosto. Gosto de ir lutando pelos outros, mas se eu deixar, pisam em cima e levam tudo que eu tenho. E pior, depois de tudo, as pessoas ficam bem e eu fico para trás colando cacos e recolhendo pedaços.
Terminar um namoro, recebendo só uma mesada de 400 reais e com 5 prestações de 100 reais pra pagar pelos próximos cinco meses foi uma das piores coisas que já me aconteceram. Além de comprar um celular caro demais pro meu bolso e dar de presente. Mas, no fundo no fundo, essa sou eu. Eu sou esse exagero presenteador.
Mas, desde então, eu não me permiti mais. Eu coloco limites de gastos e eu presto muita atenção em recíprocas e convites. E isso faz um mal, dá uma azia, uma dor, um medo, um desgosto. E cá estava eu pensando em cinco presentes estrambólico... Para que?? Porque na maioria dos casos: não há. Não há convites ou reciprocidade. As pessoas só me avisam que vão e com quem... Se eu quero ir? Imagino que elas pensem, que provavelmente, eu não poderia... Então, para que se dar ao trabalho de perguntar? E eu fico pelo mundo comprando presentes aleatórios num dia de sábado qualquer, fazendo das tripas coração pra estar onde eu não posso, convidando feito um evento de facebook (o-tempo-todo), quando eu sei... Que na realidade: eu só deveria avisar pra onde eu vou e se cancelássemos todos os presentes as pessoas seriam mais felizes com seu dinheiro no seu bolsinho para gastar com elas e para elas e com o que elas querem.
Mas eu aprendo. Eu levo tempo pra aprender essas coisas, mas se em quatro anos eu melhorei 200%, não há como prever meu progresso nos próximos... Promissor, não? Viva o egoísmo, o apego ao dinheiro e “a minha própria vida”. Tim-tim!
{Quanto mais o tempo passa, mais eu acho que eu estava certa em 2005: um apartamento, eu, muitos cachorros e um emprego. Bye humans!}
Eu sempre fui um exagero ambulante pelo meio do mundo, it goes without saying. E acho que é merecido me dar os créditos de ter melhorado uns 200% na minha lei do tudo-ou-tudo. Ainda tem aí uns 400% para diminuir... É tão estranha a sensação de ser demais. Porque ela só vem de vez em quando, sorrateira. Não é sempre, não é todo dia. É naquele dia. Naquele dia que você não tá muito legal e você tem vontade de bater na sua própria cara por conseguir fazer tantas coisas sem reciprocidade. É cansativo lutar por mim mesma. Eu não gosto. Gosto de ir lutando pelos outros, mas se eu deixar, pisam em cima e levam tudo que eu tenho. E pior, depois de tudo, as pessoas ficam bem e eu fico para trás colando cacos e recolhendo pedaços.
Terminar um namoro, recebendo só uma mesada de 400 reais e com 5 prestações de 100 reais pra pagar pelos próximos cinco meses foi uma das piores coisas que já me aconteceram. Além de comprar um celular caro demais pro meu bolso e dar de presente. Mas, no fundo no fundo, essa sou eu. Eu sou esse exagero presenteador.
Mas, desde então, eu não me permiti mais. Eu coloco limites de gastos e eu presto muita atenção em recíprocas e convites. E isso faz um mal, dá uma azia, uma dor, um medo, um desgosto. E cá estava eu pensando em cinco presentes estrambólico... Para que?? Porque na maioria dos casos: não há. Não há convites ou reciprocidade. As pessoas só me avisam que vão e com quem... Se eu quero ir? Imagino que elas pensem, que provavelmente, eu não poderia... Então, para que se dar ao trabalho de perguntar? E eu fico pelo mundo comprando presentes aleatórios num dia de sábado qualquer, fazendo das tripas coração pra estar onde eu não posso, convidando feito um evento de facebook (o-tempo-todo), quando eu sei... Que na realidade: eu só deveria avisar pra onde eu vou e se cancelássemos todos os presentes as pessoas seriam mais felizes com seu dinheiro no seu bolsinho para gastar com elas e para elas e com o que elas querem.
Mas eu aprendo. Eu levo tempo pra aprender essas coisas, mas se em quatro anos eu melhorei 200%, não há como prever meu progresso nos próximos... Promissor, não? Viva o egoísmo, o apego ao dinheiro e “a minha própria vida”. Tim-tim!
{Quanto mais o tempo passa, mais eu acho que eu estava certa em 2005: um apartamento, eu, muitos cachorros e um emprego. Bye humans!}
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