Um domingo como outro qualquer e diferente de todos os outros. É engraçado, porque nunca me senti assim antes. Imóvel e vazia. Eu sempre me senti tão intensa, tão forte. Independentemente de qualquer coisa, tinha esse insetinho em mim, que dizia que eu ia conseguir alcançar qualquer coisa. E que se não estava bom, é porque ainda não tinha terminado. Agora?
Agora eu acordo num domingo vazio, sem expectativa qualquer. Corrijo uma prova, faço o almoço. Como. Apago as luzes e vejo a casa escura, sem brilho, sem movimento, sem cor, imóvel. Que nem eu. Quem me dera ter um interruptor pra acender essa luz que está faltando nesse meu pedaço de gente-que-ama-alma. E eu continuo olhando pro meu celular, esperando que ele toque, vibre, pule-de-forma-multicolorida, com a resposta para todos os meus problemas.
Mas ele não toca.
Então, eu tomo um banho. Derramo algumas lágrimas daquele novelo de lágrimas que está preso em alguma cavidade interna. E vou dormir. E no próximo domingo, espero não estar fazendo isso de novo.
(Setembro de 2011)
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